Doritos com Cerveja
Três garotas sem tempo nem dinheiro para terapia.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Nosso tempo
Eu estava aqui pensando:
- Nossa, ja te conheco a 9 anos! É uma vida...
Como pode aparentar ser menos tempo?
E como podem as coisas entre a gente continuar exatamente iguais?
Por exemplo, o sexo...
Poderia mudar. Se tornar chato, tlz ruim.
Mas não. Me surpreendo pq continua bom. Alias, ate melhor do que costumo me lembrar.
Penso as vzs em td que ja passamos.
Caraca!
E nao tenho como dizer que nao gosto de vc.
Vc é tao chato que sempre encontra um jeito de estar presente na minha vida.
Por isso te adoro!
- by Luka -
sábado, 7 de julho de 2012
Por aí...
Páro as vezes para refletir as coisas que ja andei fazendo por ai.
Sinto falta daqueles tempos.
Hoje a correria toma conta de mim.
Não tenho tempo de curtir a vida como desejo.
Penso sempre como será o amanhã deixando o hoje em stand by ou apenas tocando como dá.
Quero em breve, tomar banho de chuva, comer sorvete, queimar na praia, fazer coisas bobas que há tempos tenho protelado...
Espero conseguir me desprender um pouco dessa vida para conseguir tais objetivos...
by Luka
Sinto falta daqueles tempos.
Hoje a correria toma conta de mim.
Não tenho tempo de curtir a vida como desejo.
Penso sempre como será o amanhã deixando o hoje em stand by ou apenas tocando como dá.
Quero em breve, tomar banho de chuva, comer sorvete, queimar na praia, fazer coisas bobas que há tempos tenho protelado...
Espero conseguir me desprender um pouco dessa vida para conseguir tais objetivos...
by Luka
sábado, 21 de janeiro de 2012
A nossa vida...
Sou uma pessoa cheia de baboseiras.
Mas quem não é?
Quem nunca disse palavras as vezes sem o menor sentido só pra ajudar um amigo?
Conselhos? Dou aos montes!
Mesmo quando parece ser totalmente dispensável.
Acredito que seja como diz o ditado: Conselho: ouve quem quer, acredita se quiser
Mas o que é dificil, alias quase impossivel, é seguir aquilo que se diz.
Na vida encontramos várias dessas questões.
Buscamos soluções rápidas, das quais dificilmente encontramos.
Mas dai, parte uma outra questão: a de aceitarmos a solução que foi nos proposta!
Não me considero sábia, apenas mais uma observadora que vai levando a vida nos seus altos e baixos e tantando buscar a melhor solução para deixá-la mais fácil de ser vivida!
by Luka
Mas quem não é?
Quem nunca disse palavras as vezes sem o menor sentido só pra ajudar um amigo?
Conselhos? Dou aos montes!
Mesmo quando parece ser totalmente dispensável.
Acredito que seja como diz o ditado: Conselho: ouve quem quer, acredita se quiser
Mas o que é dificil, alias quase impossivel, é seguir aquilo que se diz.
Na vida encontramos várias dessas questões.
Buscamos soluções rápidas, das quais dificilmente encontramos.
Mas dai, parte uma outra questão: a de aceitarmos a solução que foi nos proposta!
Não me considero sábia, apenas mais uma observadora que vai levando a vida nos seus altos e baixos e tantando buscar a melhor solução para deixá-la mais fácil de ser vivida!
by Luka
sábado, 30 de julho de 2011
Cacos
Uma menina sentada no canto da sala. Ela abraça os joelhos com força e tenta não chorar.
Tinha a vaga lembrança de dias genuinamente felizes, quando sorrir era um movimento natural, e ela podia correr descalça pelo quintal com as outras crianças, sentindo o vento gelado de inverno mordiscar seu rosto. Nesse tempo ela passava horas deitada na grama olhando as borboletas que voavam desordenadas pelo céu que era seu.
Tinha perdido o momento exato em que as cores começaram a desbotar, e seus olhos começaram a enxergar o cinza dos dias.
Doía.
Latejava.
Era uma coisa constante, inevitável.
A menina deslizou a mão lentamente pela parede, apoiando seu peso nas palmas pequenas, enquanto obrigava seu corpo cansado a se erguer.
Na caminhada até o banheiro ela ia catando seus pedaços espalhados pela casa. Não era uma pessoa completa e nem podia ser.
- Ninguém era – repetia sempre pra si mesma, numa tentativa desesperada de se encaixar.
Não funcionava.
O contato do piso gelado do banheiro com seus pés descalços fez com que um arrepio fino percorresse sua coluna vértebra por vértebra, os ombros que já eram pesados demais se curvaram ainda mais. Agarrou-se a pia em uma batalha caótica para se manter em pé. Nunca fora tão difícil, mas ela persistia.
Uivava.
Lembrou das amigas dizendo que admiravam sua força, e um esboço de sorriso ameaçou aparecer. Achava divertido esse engano geral a seu respeito, essa imagem totalmente desconexa que ela construíra pouco a pouco pra se proteger dos respingos de lama que vinham de todo lado em sua direção.
Não era forte.
Também não era má, detestava quando as pessoas diziam isso a seu respeito. Só deixava claro o quanto elas eram incapazes de enxergá -la de verdade, era um julgamento tão óbvio que já se tornara monótono.
Mas não era boa.
Encontrou seus olhos perdidos no espelho. Eram dois grandes círculos perturbadores. Não gostava nada deles, sabia que todos os demônios que atormentavam seus pensamentos transpareciam por aquelas órbitas delatoras.
Começou a tremer. Os dedos foram se soltando um a um da borda úmida da pia, e as pernas começaram a fraquejar.
Queria convencer a si mesma que era feliz, que a vida era boa e valia a pena. Que podia ser bonito.
Um sorriso cheio de borboletas.
Respirou fundo e deixou que as lágrimas invadissem o seu rosto abundantemente. Era ela ali parada chorando no espelho, um alguém que quase ninguém via, tão cheio de dor que já se tornara vazio.
Silêncio.
A mulher ali parada, lavou o rosto pra remover os vestígios de verdade perdidos na sua pele. Penteou os cabelos, se maquiou. Escolheu dentro de si qual cara usar naquele dia chuvoso. Optou pela moça alegre e sorridente que era o seu personagem preferido em momentos assim. A alegria contrastava com a chuva.
Acendeu um cigarro.
Olhou para a garota bonita no espelho que não era ela e sorriu. Ficou feliz de enganar a si mesma.
Saiu de casa apressada pra não perder a coragem de viver. Se lançou na chuva e pode sentir por um momento que a menina de cabelos revoltos voltara. Mas foi só um instante de distração. A mulher desapareceu na multidão.
Não era boa,
nem má.
Era só uma menina assustada sentada no canto da sala, sozinha, tentando colar os cacos de si mesma com um punhado de cola.
Jô Stella
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sobre morrer
Ela entrou no mar com a certeza que não voltaria.
Foram passos lentos, pesados como a dor que ela trazia, profunda como o oceano.
A água invadia seus pulmões e ela achava engraçado aquilo arder assim. - pior do que cigarro - pensou. Ainda pensava.
Diabos porque era tão difícil calar uma mente? Enquanto cada pedaço do seu corpo morria submerso seus pensamentos ainda vagavam incertos, por lembranças que ela queria apagar.
Desejava ardentemente a paz da morte. Nunca mais relações vazias e destrutivas, tinha cansado de sentir. Passara uma vida toda se mutilando, destruindo pouco a pouco cada pedaço bom que pudesse haver em si, cada amizade verdadeira que surgia.
Não conseguia se aprofundar, é doentiamente doloroso deixar que alguém te veja assim, despido de máscaras e pudores quando se tem tanta dor escondida por trás dos sorrisos.
Sentiu os braços dormentes e um leve formigar na ponta dos dedos. Abriu os olhos por um instante e pode ver as pessoas na praia, tinham notado o afogamento, precisava morrer logo antes que tentassem salvá-la.
Todo mundo tem o direito de se destruir, livre arbítrio permite essas coisas. Abriu a boca e mergulhou fundo, esperava não subir mais, queria ser devorada pelos peixes. Pensava neles comendo cada pedacinho do seu corpo morto e sorriu ao se imaginar livre daquele fardo.
Começava a perder a consciência, imagens desconexas da sua vida passavam diante dos seus olhos. - morrer era como todos diziam, lembranças e luz - uma última irônia para alegrar um moribundo.
Todo o nojo e desprezo que tinha por si mesma veio à tona de uma vez, estavam ali suas escolhas erradas e o ódio por todos aqueles que a fizeram sofrer, que brincaram com ela. Sua alma ia enfim explodir envolta em dor e água. Foi o ápice dos sentimentos.
Depois só a luz irônica.
E paz.
Acordou dois dias depois em um leito de hospital. Viu seu reflexo no espelho do quarto e chorou silenciosamente como só aqueles que não conseguem se libertar da vida podem chorar.
Quando as lágrimas secaram fechou os olhos e voltou a dormir com a certeza triste que voltaria a acordar.
Jô Stella
Foram passos lentos, pesados como a dor que ela trazia, profunda como o oceano.
A água invadia seus pulmões e ela achava engraçado aquilo arder assim. - pior do que cigarro - pensou. Ainda pensava.
Diabos porque era tão difícil calar uma mente? Enquanto cada pedaço do seu corpo morria submerso seus pensamentos ainda vagavam incertos, por lembranças que ela queria apagar.
Desejava ardentemente a paz da morte. Nunca mais relações vazias e destrutivas, tinha cansado de sentir. Passara uma vida toda se mutilando, destruindo pouco a pouco cada pedaço bom que pudesse haver em si, cada amizade verdadeira que surgia.
Não conseguia se aprofundar, é doentiamente doloroso deixar que alguém te veja assim, despido de máscaras e pudores quando se tem tanta dor escondida por trás dos sorrisos.
Sentiu os braços dormentes e um leve formigar na ponta dos dedos. Abriu os olhos por um instante e pode ver as pessoas na praia, tinham notado o afogamento, precisava morrer logo antes que tentassem salvá-la.
Todo mundo tem o direito de se destruir, livre arbítrio permite essas coisas. Abriu a boca e mergulhou fundo, esperava não subir mais, queria ser devorada pelos peixes. Pensava neles comendo cada pedacinho do seu corpo morto e sorriu ao se imaginar livre daquele fardo.
Começava a perder a consciência, imagens desconexas da sua vida passavam diante dos seus olhos. - morrer era como todos diziam, lembranças e luz - uma última irônia para alegrar um moribundo.
Todo o nojo e desprezo que tinha por si mesma veio à tona de uma vez, estavam ali suas escolhas erradas e o ódio por todos aqueles que a fizeram sofrer, que brincaram com ela. Sua alma ia enfim explodir envolta em dor e água. Foi o ápice dos sentimentos.
Depois só a luz irônica.
E paz.
Acordou dois dias depois em um leito de hospital. Viu seu reflexo no espelho do quarto e chorou silenciosamente como só aqueles que não conseguem se libertar da vida podem chorar.
Quando as lágrimas secaram fechou os olhos e voltou a dormir com a certeza triste que voltaria a acordar.
Jô Stella
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