Precisava de papel caneta e silêncio. Não era sempre, mas haviam dias de solidão, só assim as palavras chegavam.
Sempre carregadas de emoções. Surgiam textos tristes e alegres correndo por entre seus dedos até saírem rabiscados, quase ilegíveis, tamanha a pressa que tinham em escapar e virar letra.
Cada vez escrevia menos, desenhava menos, lia menos. As horas devoravam cada oportunidade de sonhar. A vida voava e de repente já era o por do sol.
Não sabia se teria tempo de ver todos os lugares que sonhara, suas asas sempre queriam lhe levar para lugares distantes, sentir cheiros diferentes e ver cores fortes.
Era uma alma errante, destinada a viver de sonho e palavra, levada pelas ondas de um mar que é só seu, foi navegando e segue ainda lentamente rumo ao infinito.
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