terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre meninos

Garotos medem seus pênis, isso é fato. Até o mais maduro e sensato dos homens já fez isso. É parte do processo animal de disputa viril, há essa necessidade primária de ostentação e auto afirmação sexual, alguém tem que ser o macho dominante, e nessa busca pela coroa de grande reprodutor eles saem a caça das fêmeas disponíveis.
Quando um rapaz do bando consegue acasalar com uma fêmea começa o longo debate sobre a cópula do casal. O felizardo descreve em detalhes minuciosos e, muitas vezes fantasiosos, cada momento do abate. Os outros machos do grupo procuram imediatamente arranjar suas devidas presas para poderem também se vangloriar.
Um fenômeno extraordinário no universo masculino se dá quando dois deles conseguem abater a mesma presa. Isso é motivo para longas e animadas conversas comparativas sobre os atributos sexuais da gazela em questão.
Obviamente esa capacidade de dialogar só se aplica dentro dos grupos de homens, sendo estes na sua maioria incapazes de sustentar uma conversa construtiva com as fêmeas da espécie. Os poucos que conseguem realizar tal façanha normalmente não se relacionam sexualmente com mulheres.
Não poderia deixar de citar aqui o que mais me diverte nos machos, o seu pavor de MULHERES. Friso aqui a palavra MULHER por ser, a meu ver, um termo utilizado erroneamente de forma generalizada para designar todos os seres do gênero feminino. As verdadeiras MULHERES não estabelecem relações de dependência com os homens, elas entram em seus relacionamentos sem expectativas fantasiosas, sem jogos, pelo simples prazer de estar com o homem em questão.
É quando se depara com esse tipo de fêmea que o macho imponente e seguro do seu poder dominador se retrai e vira um menininho assustado, fugindo em busca da segurança de uma fêmeazinha submissa e dependente.
Tem que ser muito HOMEM para encarar uma MULHER e assumir isso, é raro, mas quando acontece é maravilhoso. As duas pessoas se relacionam como iguais, respeitando a individualidade de cada um, deixando os instintos animais para as relações sexuais que é onde devem estar e que nesse tipo de relacionamento costumam ser bem mais intensas.
Eu pessoalmente não sou nenhuma autoridade em relações humanas, nem pretendo aqui incentivar um discurso sexista e preconceituoso, sou uma simples observadora do comportamento humano, e como tal, prometo escrever para a próxima semana minha visão sobre as meninas.
Não eu também não pretendo agradar ninguém com as minhas palavras e francamente não me importa o incômodo que elas podem causar em algumas pessoas, principalmente as do sexo masculino. Os que se incomodarem com certeza se enquadram na primeira categoria de machos reprodutores.
Mas afinal o que eu sei sobre o assunto? Nada. Isso são só divagações perdidas no meu universo interior.

Jô ;)

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